Nascida em Goiânia, filha Millennial de 1992, passei a infância no interior do Mato Grosso.

Aos 11 anos escrevi minha primeira peça de teatro, fiz minhas amigas e amigos interpretarem meus personagens para que a escola pudesse assistir. As professoras me apoiavam, porque gostavam de ter me ensinado a escrever, gostavam da minha criatividade e pensavam talvez, que além da minha escrita também poderiam dizer que tinham me ensinado a ser criativa.

Aos 12 anos escrevi um conto de terror, sobre um menino que ficava preso num trem, com um monte de fantasmas, o trem era um trem fantasma, que passava nos trilhos abandonados que ficavam perto da casa dele. Apesar de a linha ter sido fechada, o trem fantasma continuava passando, mas só o garotinho é que podia ver. Um dia ele fugiu da cama a noite e foi pegar o trem.

Tentei não matar o garotinho no final, mas não dava, porque o trem fantasma se espatifava no local do acidente todos os dias e na noite seguinte voltava em um ciclo sem fim. Escrevi um final em que o trem se espatifava e o garotinho morria porque estava lá dentro, mas o conto acabou com o trem se espatifando, não disse em palavras que o menino morria, fiquei com medo de algum adulto pensar que eu estava mórbida e doida.

Na minha cabeça a história do trem era mais importante que a história do garotinho. Meus fantasmas que moravam no trem, eram divertidos, mantinham suas peculiaridades, não sabiam que estavam mortos, mais ou menos como os fantasmas em Harry Potter. Eu imaginava o garotinho depois de morto como um habitante do trem, brincando com as crianças fantasmas e os idosos. Para mim, estava tudo bem.

Meu professor de português foi até minha casa depois de ler o conto, que entreguei como tarefa, na qual o professor pedia: crie e conte uma história com suas próprias palavras, ele queria conferir se eu tinha acesso a internet ou se podia ter copiado o conto de algum lugar, não fiquei ofendida.

Ele falou com meu avô, meu avô riu bastante e disse a ele que eu escrevia o tempo todo, que tinha muita imaginação, ele não precisava se preocupar, que eu não teria copiado o conto de nenhum lugar. Lembro de o professor dizer meio encabulado ao meu avô: é uma história muito boa, completa, com muitos detalhes! E o avô sem entender muito o que ele queria dizer, responder: é… ela é assim mesmo!

Todo mundo na escola leu meu conto, todo mundo veio me dizer coisas que eu não lembro e recebi alguns pedidos para escrever coisas para as pessoas, tipo coisa de cidade de interior. Fiquei meio famosinha entre os alunos, mas meu professor me obrigou a mudar o lugar onde eu sentava, disse que meus amigos eram baderneiros e que eu tinha que focar no meu potencial, fiquei numa fileira afastada e longe dos meus amigos, no meio de umas meninas nerds e caladas. Fiquei com raiva e triste e decidi não levar mais nada do que eu escrevesse para a escola, aliás, fiquei sem escrever por um bom tempo.

Fiz Letras Português/Ingês na PUC Goiás, depois que fiz estágio dando aula ficou claro que eu não queria dar aula coisa nenhuma. Tinha escolhido Letras pela grade atrativa, para quem gosta de escrever, comparada com as grades de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Eu tinha que ganhar dinheiro com a escrita, então fui buscar, em vez de estágio, emprego em agência de publicidade.

Um dono de agência mais confiante que eu, me contratou como Redatora Júnior, fiquei escrevendo roteiros de carros de som por um ano, isso foi em 2012, e também dando ideias nada a ver e aleatórias para campanhas de varejo. Nunca parei, vim parar em estratégia digital, produção de conteúdo para vários formatos digitais, criação de campanha, naming de marca e escrita de Branding. Na Colômbia!

Na época da faculdade eu sempre tinha um conto ou outro, que mandava para um jornal lá da minha cidade, eles gostavam dos meus contos, era de graça e eram bons. Depois escrevi um artigo para uma revista online, que teve cerca de 30 milhões de acessos e foi republicado em jornais de língua portuguesa na Europa, mas eu não aproveitava esses momentinhos de fama, eu só queria escrever um livro. Não conseguia escrever o bendito livro, então nada mais me importava.

O livro demorou a sair, como o leite que não ferve enquanto você está vigiando. Mas um dia consegui entrar nesse flow de escrita, consegui uma personagem que não era eu e o livro saiu.

Enquanto o livro não saía, foquei na publicidade, estudei social media, Branding, marketing digital e etc. E depois que o livro saiu eu me senti sozinha e abandonada, até que tive uma ideia para a escrita de outro livro.

Agora estou me aventurando em uma especialização em escrita criativa pela Wesleyan University. Morando em Medellín, Colômbia e escrevendo mais um livro.

Formação:

Graduada em Letras potuguês/inglês – PUC Goiás.

Tecnóloga em Artes Visuais – CEP em artes Basileu França.

Especializando-se em Escrita Criativa – Wesleyan University, Connecticut.

Cursos:

Branding e gestão de marcas – London Business School.

Psicanálise e Literatura – PUC Goiás.

Certificados:

Imbound Marketing – Hubspot

Marketing de conteúdo – Hubspot